Phishing e Pharming são dois dos golpes digitais mais comuns no ambiente online — e também dois dos que mais geram prejuízos para e-commerces. Embora pareçam semelhantes, eles possuem diferenças importantes no modo de ataque, nível de complexidade e riscos para consumidores e varejistas.
Neste conteúdo, você verá:
- O que são Phishing e Pharming;
- As principais diferenças entre esses dois golpes digitais;
- Por que eles representam riscos para e-commerces e consumidores;
- Como proteger usuários contra fraudes online.
Uma visão geral sobre o Phishing e Pharming
No Phishing,um e-mail fraudulento é enviado visando roubar dados pessoais ou instalar um malware nos dispositivos das vítimas. Nestes e-mails, os fraudadores se passam por empresas legítimas para enganar os usuários.
Esses golpistas podem, por exemplo, se passar por um colaborador da empresa e pedir às pessoas que transfiram dinheiro ou forneçam informações sobre o cartão de crédito.
Apesar de possuírem o mesmo objetivo, o roubo de dados sensíveis e informações financeiras, Phishing e Pharming se diferenciam principalmente pela forma como o ataque é executado. Enquanto o Phishing depende da interação direta do usuário, explorando engenharia social e mensagens enganosas, o Pharming atua de maneira mais técnica e silenciosa, muitas vezes sem que a vítima perceba que está sendo alvo de um golpe digital.
Dessa forma, o Pharming é um ataque cibernético mais sofisticado, podendo ser considerado até mais perigoso que o Phishing. Este tipo de golpe não depende do engano direto para atrair os usuários a clicar em um link fraudulento. Os fraudadores alteram a estrutura da Internet para redirecionar os usuários de um site legítimo, para um falso. Basicamente, o Pharming envolve a manipulação do Sistema de Nomes de Domínio (DNS) do computador ou servidor do usuário.

No Pharming, os criminosos cibernéticos corrompem essa espécie de “lista telefônica digital” da internet, inserindo entradas falsas no sistema de DNS. Com isso, quando o usuário digita o endereço de um site legítimo, é redirecionado automaticamente para uma página fraudulenta — mesmo tendo inserido o URL correto na barra do navegador.
Assim como no Phishing, esses sites falsos são utilizados para coletar informações pessoais e financeiras ou para instalar malwares nos dispositivos das vítimas.
O principal risco do Pharming está justamente na dificuldade de detecção. Como não depende de links suspeitos ou mensagens enganosas, até usuários experientes e atentos podem ser impactados caso o DNS esteja comprometido.
Phishing e Pharming são a mesma coisa?
Embora tanto o Phishing quanto o Pharming sejam táticas de fraude online destinadas a enganar usuários para obter acesso a suas informações pessoais e financeiras, existem algumas diferenças entre eles:
Método de ataque
- Phishing: envia comunicações enganosas, como e-mails ou mensagens, para induzir os usuários a informarem seus dados.
- Pharming: manipula os registros DNS, redirecionando os usuários para sites falsos sem o seu conhecimento.
Categoria de ataque
- Phishing: classificado como um ataque de engenharia social, que explora o subconsciente das pessoas para atingir os seus objetivos maliciosos.
- Pharming: classificado como um ataque de falsificação de DNS, que manipula a resolução de nomes de domínio para redirecionar os consumidores para sites fraudulentos.
Nível de complexidade
- Phishing: podem ser simples de iniciar e identificar, uma vez que se baseiam na interação dos usuários com os conteúdos fraudulentos.
- Pharming: é mais complexo, exigindo a manipulação da infraestrutura DNS, o que o torna mais difícil de executar e identificar.
Como proteger os usuários do seu e-commerce contra Phishing e Pharming?
Também é de responsabilidade dos e-commerces garantir que os seus usuários estejam protegidos contra os golpes virtuais, incluindo Phishing e Pharming.
O primeiro passo é implementar medidas de segurança eficazes e conscientizar os consumidores sobre os riscos relacionados à internet. Com isso, a proteção dos seus clientes aumenta e o risco de fraudes que geram chargebacks fraudulentos e causam prejuízos para os varejistas diminui. Outras formas de proteger os usuários do e-commerce são:
Ter protocolos de segurança avançados
Os protocolos de segurança avançados, como o SSL — Secure Sockets Layer — e o HTTP — Hyper Text Transfer Protocol Secure —, são investimentos para proteger a comunicação entre o usuário e o site do e-commerce. Eles ajudam a garantir que os dados sejam criptografados e protegidos contra os fraudadores.
Educar os usuários sobre práticas seguras da Internet
O seu e-commerce desempenha um papel fundamental na educação dos usuários sobre práticas seguras.
Verificar regularmente os sistemas do e-commerce e monitorar ameaças
O monitoramento constante dos sistemas e das infraestruturas do e-commerce também é uma forma de prevenir Phishing e Pharming, evitando o vazamento de dados. Ao fazer isso, é possível identificar vulnerabilidades e ameaças emergentes.
Confira mais conteúdos relacionados às fraudes digitais com a Signifyd
O Phishing e o Pharming são fraudes digitais que, embora tenham os consumidores como principal alvo, impactam diretamente a operação dos e-commerces, gerando riscos financeiros, aumento de chargebacks e perda de confiança do público.
Esses, no entanto, não são os únicos desafios relacionados à segurança no comércio eletrônico. No blog da Signifyd, você encontra conteúdos aprofundados sobre prevenção a fraudes, comportamento do consumidor e tendências do varejo digital. Também é possível entender como a Signifyd atua nesse cenário, com proteção em cada transação.
FAQ – Perguntas frequentes sobre Phishing e Pharming
O que é Phishing?
Phishing é um golpe digital que utiliza e-mails, mensagens ou sites falsos para enganar usuários e roubar dados pessoais, financeiros ou credenciais de acesso.
O que é Pharming?
Pharming é um ataque cibernético mais sofisticado que redireciona o usuário para um site falso mesmo quando o endereço correto é digitado, por meio da manipulação do DNS.
Qual a principal diferença entre Phishing e Pharming?
O phishing depende da interação do usuário com mensagens fraudulentas, enquanto o pharming atua na infraestrutura da internet, redirecionando o acesso sem que a vítima perceba.
Pharming é mais perigoso que Phishing?
Sim. Por não depender de cliques ou ações suspeitas, o pharming é mais difícil de identificar e pode afetar até usuários experientes.
Como esses golpes afetam e-commerces?
Eles podem gerar roubo de dados, aumento de fraudes, chargebacks, perda de confiança do consumidor e prejuízos financeiros para o varejista.





